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A guerra do algoritmo chegou ao Instagram

Cr7 no Instagram

Tal como já sucedeu com o twitter e com o Facebook, o Instagram vai alterar a forma como o feed é mostrado aos utilizadores. A apresentação cronológica, de acordo com os dados das redes sociais, não tem sentido pois, aparentemente, os algoritmos conseguem adivinhar melhor aquilo que os utilizadores gostam de ver.

 

No caso do Instagram, os utilizadores perdem, em média, cerca de 70% das publicações do seu feed. Ou seja, graças ao crescimento exponencial de utilizadores, da rede de "amigos", da quantidade de publicações, é, cada vez mais, impossível, acompanhar tudo o que é publicado.

 

Por isso, diz a publicação do Instagram, "para melhorar a experiência de utilização, em breve, o seu feed será ordenado para mostrar os momentos que acreditamos mais aprecia".

 

Já o disse, em relação ao Facebook, e mantenho a mesma opinião sobre aquilo que a rede social pensa que sabe sobre os meus gostos ou aquilo que quero ver. Obviamente, irei passar a ver as fotos mais comentadas, ou com maior nível de interação. Mas será isso que eu quero ver? Umas vezes sim, outras, nem por isso.

O mais certo será eu ver, todos os dias, uma fotografia do CR7. Ou vivo bem com isso, ou terei de o "desamigar"!

 

Mas, trata-se de uma rede social. Quem irá "sofrer" mais com esta medida, serão as marcas, as empresas, que usam as redes sociais para comunicar com a sua rede. Com esta mudança, tal como já sucede com o Facebook e Twitter, terão de começar a pagar mais para poderem aparecer nos feeds, ou perdem alcance. Pois, como se sabe, por norma, os posts das empresas têm um nível mais baixo de interações.

 

E aqui, não haverá interesse pessoal que resista. Se a empresa paga um post, ele vai aparecer na lista da minha conta. Goste ou não, tenha interações ou não! Seja de hoje ou de há 5 dias!

 

Claro, por outro lado, obrigará a que as marcas pensem um pouco mais na qualidade dos seus posts, conheçam melhor aquilo que a sua rede de contactos gosta, de forma a tentar conquistar mais gostos, mais partilhas. O problema é que, na verdade, ninguém conhece realmente o desempenho do algoritmo ou quais os critérios.

 

A avaliar pelo que se sabe, pelo que se vê nas listas de contas do Instagram, as fotografias de comida irão dominar o mundo! Na verdade, foi por aqui, pela fotografia de comida, que o Instagram começou a conquistar público. Talvez faça sentido ser isso que vamos ver, cada vez mais... Afinal, mais tarde ou mais cedo, terá de existir um ajuste nas redes sociais e naquilo que são os seus propósitos. Não cabe na cabeça de ninguém, por exemplo, apesar de acontecer, publicar fotos de uma dourada escalada no Linkedin.

 

Ou faz? Se for a conta de um restaurante que usa esta rede para divulgar os seus serviços junto de clientes que se enquadram, por exemplo, na categoria de gestores de topo, que frequentam almoços de negócios?

 

As dúvidas são mais do que as certezas, mas fazem parte da velocidade da Internet. Seja como for, esta mudança está a criar algum ruído junto da comunidade de utilizadores que, já anteriormente, criticaram o facto do Facebook achar que sabe exactamente aquilo que cada um quer e gosta de ver.

No início da mudança, que deve ocorrer ao longo dos próximos meses, os posts irão continuar visíveis nas contas dos utilizadores mas, ordenados de forma diferente. Na prática, será uma questão de habituação, à falta de alternativa.

 

A questão é: irei perder a foto do nascimento do filho do meu melhor amigo, porque ele tem uma rede de amigos pequena e tem poucas interações, para ver, de forma privilegiada por um algoritmo, pratos de comida de alguém que foi jantar a um restaurante buffet, que tem uma enorme rede de "amigos" (e apetite), e esteve a noite toda a publicar imagens do que ingeria?

 

Será que tenho de começar a ir diretamente às contas dos amigos que gosto realmente de seguir? Já fazemos isso, quando nos falam diretamente sobre algo que publicaram e nós vamos lá picar, para fazer gosto. Irá ser possível atribuir prioridades aos perfis da minha rede de contactos?

 

Em qualquer cenário, o FB sai sempre a ganhar. Fica detentor de informação preciosa de milhões de pessoas, fornecida, de forma gratuita, diaria e voluntariamente, que pode ser usada para o negócio milionário que Zuckerberg faz com as marcas.

 

"A ordenação das fotos e vídeos no seu feed será baseada na probabilidade do seu interesse no conteúdo, na relação com a pessoa que coloca a foto ou vídeo e com a data do post", refere o Instagram no seu blogue.

 

E eu repito: o algoritmo não faz ideia daquilo que eu gosto! O mais certo será eu ver, todos os dias, uma fotografia do CR7. Ou vivo bem com isso ou terei de o "desamigar". Mais gostos e comentários do que tem o jogador português, em tudo o que coloca nas redes sociais, vai ser difícil!

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