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Há conteúdo credível, Internet e algum conteúdo credível na Internet

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A Internet é uma ferramenta poderosa e assume contornos quase inexplicáveis de universalidade. Mas nem tudo o que existe na Internet, existe de facto. Há, ainda, muito lixo, muita informação sem credibilidade que chega mais rapidamente a milhões de pessoas do que informação credível e de qualidade.

 

Os mitos digitais são mais fortes do que os mitos urbanos e, na maior parte das vezes, perduram mais no tempo. 

A fobia dos números tem levado ao aparecimento de notícias que nunca o foram. Muitas vezes com prejuízo do bom nome de pessoas e empresas.

O poder do viral pode ser, também, a desgraça da credibilidade. Não faço esta afirmação de ânimo leve. É pensada. Acredito no poder da partilha. Mas ao longo destes dez anos a trabalhar com conteúdos na Internet também sei que o viral já o é, antes de ser publicado, pelo que se escreve no título.

 

Um título que inclua na sua construção palavras como morte, doença, desgraça, queda de avião, acidente, apanhado... tem tráfego garantido. Mas o pior não são os títulos a puxar para o jornalismo sensacionalista. É um género, goste-se ou não. E vende!

 

O que mais custa, como jornalista, como profissional, é ver informação publicada em blogs ou sites sem nenhuma base deontológica, tornar-se viral, na maior parte das vezes puxada pelos meios de comunicação social com nome. Sem assegurar uma das regras básicas do jornalismo: confirmação!

 

A fobia dos números tem levado ao aparecimento de notícias que nunca o foram. Muitas vezes com prejuízo do bom nome de pessoas e empresas. É o reverso da medalha daquilo que se vulgarizou como jornalismo do cidadão.

 A Internet é um bem precioso, tem dado provas de ser uma arma poderosa para a democracia mas também tem o reverso da medalha.

Assisti, ao longo destes anos, a este fenómeno de forma quase passiva. Apesar de tentar aplicar ao máximo as regras da deontologia jornalística nos projetos que liderei, nos textos que escrevi, é quase impossível esta evangelização.

 

Costumo dizer, em tom de brincadeira, como profissional ofendido, que um jornalista cidadão é como um médico cidadão ou arquiteto cidadão. Na teoria todos o conseguem fazer!

 

E, na verdade, não faltam curandeiros ou construtores de bairros de lata por esse mundo fora. O mesmo se passa com o jornalismo.

 

Quanto mais insólito, mais viral!

Ao longo da minha vida profissional sou, muitas vezes, confrontado com afirmações de pessoas, atores nas histórias que escrevo, com o facto do jornalismo puxar sempre pelo copo meio vazio. Na verdade, a escrita sobre o copo meio cheio não vende. Em qualquer área. Ou vende com maior dificuldade. E os jornais precisam de receita.

 

Cabe, portanto, a quem lê, ajudar a dar a volta a este conceito. Optar pelos conteúdos de jornais (impressos ou online) com mais reputação, com provas dadas na defesa da deontologia e da verdade jornalística.

E a quem cria, apostar em conteúdo credível para evitar ser rotulado de forma negativa. Um leitor/consumidor, odeia ser enganado.

 

A Internet é um bem precioso, tem dado provas de ser uma arma poderosa para a democracia mas também tem o reverso da medalha. É preciso saber distinguir os conteúdos de qualidade, credíveis, dos conteúdos falsos, mesmo que bem feitos.

 

Credibilidade do Content Marketing

No Content Marketing é neste conceito que o conteúdo deve basear-se: Qualidade, Relevância e Credibilidade jornalística. Mesmo no que diz respeito ao conteúdo pago. Não adianta continuar a insistir na fórmula das publireportagens, nativeAds ou advertorials, apenas para citar algumas denominações.

Há publicidade e há conteúdo que pode ser usado com o objetivo de conquistar consumidores para junto de uma marca.

Ninguém trabalha de graça. Os jornalistas também pagam contas, compram comida, têm de cobrir as despesas de escola dos filhos! Não vale tudo, e certamente não vale trabalhar de borla. 

Os leitores não gostam, os próprios marketeers, que insistem no modelo, torcem o nariz ao resultado final. Se um jornalista perde a credibilidade, por escrever histórias “enganadoras”, conteúdo sem relevância, citando ou não marca, perderá também o que tem de mais valioso: o seu nome.

 

Não me choca escrever uma história que é paga, patrocinada por uma marca. Mesmo que tenha de citar marca, desde que me sinta confortável com o que escrevo. Mesmo que seja para escrever uma experiência como consumidor de um produto. Estou a relatar uma experiência vivida. Será diferente se tiver de escrever algo com o qual não concordo por ser mentira ou se considerar que posso influenciar de forma negativa uma pessoa. É, também, uma questão de consciência deontológica.

 

Mas ninguém trabalha de graça. Os jornalistas também pagam contas, compram comida, têm de cobrir as despesas de escola dos filhos! Não vale tudo, e certamente não vale trabalhar de borla.

 

O Word of Mouth é muito valioso, principalmente quando é feito por alguém com alguma influência sobre os consumidores, como um jornalista. E pode ser uma fonte de receita valiosa para os jornais e meios de comunicação social que lutam para sobreviver. Nunca é demais lembrar o caso do New York times!

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